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Tire suas dúvidas sobre lactogestação

A lactogestação ocorre quando a mulher engravida enquanto está amamentando. Na maioria das vezes isso não significa um problema. Saiba mais!

Você está amamentando o seu bebê e descobriu que está grávida? Em uma situação assim, é muito natural que você fique cheia de dúvidas e com alguns receios. 

Nesse post, vamos falar sobre a amamentação durante a gravidez além de esclarecer outras questões a respeito. Por isso, continue a leitura!

A lactogestação

Muitas mulheres ainda acreditam que amamentar durante a gravidez pode provocar aborto ou um parto prematuro. Essa crença – que não passa de um mito – se deve ao hormônio ocitocina, que é liberado durante a amamentação e que também é essencial para que ocorram as contrações no trabalho de parto.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o perigo de uma perda gestacional ou de um parto prematuro durante a lactogestação só existe se a mulher já possui predisposição ou se a gravidez é de risco. 

Sendo assim, a recomendação da SBP é para que a mulher consulte o obstetra e/ou pediatra para saber se há alguma contraindicação quanto à amamentação durante a gravidez. No geral, não é necessário que a mulher deixe de amamentar quando descobre que está grávida. 

Existem pediatras que são contra a amamentação. Nesses casos, se você tem muita vontade de continuar amamentando, busque por um profissional que seja pró-amamentação. É comum encontrarmos profissionais que têm opiniões divergentes. Procure um médico que siga a linha que você gostaria com o seu filho, nesse momento é melhor ter um profissional que saiba orientar você da melhor forma de acordo com o seu desejo. 

Por que não há risco da oxitocina provocar aborto ou parto prematuro?

A verdade é que a perda do bebê ou o parto prematuro podem acontecer independentemente do fato da grávida estar ou não amamentando o filho mais velho. Assim, em uma gravidez normal, a lactogestação não representa perigo nem para a mãe nem para os filhos. 

A ocitocina liberada durante a amamentação não é capaz de, sozinha, dar início ao trabalho de parto. Além disso, a nova gestação ocorreu com a quantia de oxitocina que já estava no organismo da mulher, o que significa que ele já está adaptado para essa situação.

Outra questão importante é que a quantidade de células presentes no útero e que funcionam como receptores, detectando a presença da ocitocina e causando as contrações, é bem pequena nas primeiras 38 semanas de gestação. 

Só depois deste período é que a quantidade desses receptores começa a aumentar, chegando a 300 vezes mais no início do trabalho de parto. Sendo assim, a gestação fica protegida do risco de um parto prematuro.

Mas, o organismo age de forma inteligente e há, ainda, outros fatores que ajudam a proteger a nova gestação. Por exemplo: o hormônio progesterona presente no corpo da mulher durante a gestação, simplesmente cria um bloqueio, impedindo a conexão entre a ocitocina e os receptores. 

Pode acontecer o desmame precoce do irmão mais velho?

Quando a mulher está amamentando e engravida durante este período, o leite pode variar em diversos aspectos. Os mais comuns, é a alteração do gosto e da produção do leite.

Isso significa que, através dessas alterações, o irmão mais velho pode deixar de mamar naturalmente, porque ele sente as mudanças fisiológicas do leite. Ao mesmo tempo, há possibilidades de que estas mudanças podem não interferir nas mamadas. 

Há casos em que o bebê para de mamar por um período, até que o gosto e a produção sejam normalizadas. Isso geralmente acontece quando o irmão mais novo nasce. Então, sim, pode acontecer que o irmão mais velho desmame por um período, mas volte a solicitar o peito da mãe quando tudo se normalizar.

Mamãe, quando você notar que há diminuição da produção do leite, a ingestão de água e o descanso regular, podem fazer com que a produção aumente ou até volte ao normal.

A lactogestação interfere na produção e distribuição de vitaminas para os dois filhos?

As vitaminas ingeridas pela mãe serão distribuídas por três: mãe, feto e irmão mais velho. Portanto, é importante que a mãe mantenha uma alimentação equilibrada e aumente a ingestão de vitaminas.

O irmão mais velho já possui outra fonte de alimentação, logo, o corpo da mulher entende que a maior necessidade de vitaminas precisa se concentrar nela e no feto. 

Mas caso a mamãe se sinta insegura com essa divisão se alimentando de maneira normal, o simples aumento de ingestão de vitaminas essenciais para ela e para os bebês já é o suficiente para que o corpo entenda e faça o restante do processo.

Ainda assim, se restarem dúvidas sobre qualquer um dos tópicos citados acima, não deixe de conversar com o seu médico!

 

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